quinta-feira, 21 de abril de 2011

Meu ABC

Amanhã Beberei CDoce Envolvendo Facilmente Gosto Hibrido Interligando Jaca Limão Maçã Não Obrigando Pois Quero Reclamar Soprei Tudo Uma Vez Xingando Zeus

terça-feira, 5 de abril de 2011

Versos Diversos

Transparência
Para não ver
Ou para ver
O que se quer

Escuridão
Com clareza
Interna e sombreada
Para iluminar a vida

Deselegante
Criticar a vestimenta
Vestir a carapuça
Agir e nada vestir

Desentendimento
É o entender do seu jeito
Arrumar o que se quer
Não saber o que fazer

Andar no salto
No fio da navalha
Ou na corda bamba
Cair faz parte do samba

Vitima
Que sofre o assédio
Que cobra o remédio
Que comete o crime

Sorrir
Um sorriso desigual
Sem entender a piada
Para não perder a amizade

Bolsa
Que carrega tudo
Que gera o mundo
Que abre e fecha

Ajuda
A quem precisa
Nem sempre necessária
Que as vezes atrapalha

Ponto
De partida
De chegada
Ponto final.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Todo belo

Sim, está escuro La fora
Mas sinto que dentro de mim
Também existe uma escuridão

Não sei o que me aflige agora
Não parece ser uma dor sem fim
Que não quer me deixar sair da solidão

Isso dói
Isso corrói
Isso me mói

Mas eu me intero
Não me flagelo
E por cima de sua inveja
Eu passo, todo belo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Eu não uso relógio

Eu não uso relógio
Não que eu não goste do tempo
Mas porque não me apego a prazos
Creio que o HOJE é o que importa

Eu não uso relógio
Não que não ache bonito
Mas porque não gosto de nada me apertando
Fora aquele tic tac que me agonia

Eu não uso relógio
Não que não seja necessário
Mas a minha mente me alerta do que preciso
E se preciso for, invento meu tempo

Eu não uso relógio
Não que não queira
Mas porque quero meu corpo livre
E assim poder viver o tempo da forma que quiser

Relógio? Pra que?
Se o tempo não passa e não quer parar
Se ao mesmo tempo que apressa quer retardar
Relógio? Não, eu não uso.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

E se não

Sento-me ao lado da janela
Olho aqui e ali e pouca coisa é bela
A brisa que sopra vem me refrescar
Onde aqui dentro vivo a pensar

Por que tanta coisa feia La fora?
Por que não mudam tudo agora?
As pessoas ficam sempre na mesmice
Se mudam algo, alguém fala que é esquisitice

Esquisito é o sujeito que não quer mudar
É aquela pessoa que insiste em não amar
O amor pode gerar carinho e também a dor
E o sujeito acha esquisito até a beleza de uma flor

Se eu não estivesse na janela, não teria a brisa
Não veria coisas feias, nem gente esquisita
Veria apenas maquinas e gente correndo
Onde ninguém percebe o mundo sofrendo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O vagão

Hoje mudei de vagão
Fui para o fundão
Nem tudo mudou não
Até La tinha um cara ouvindo pancadão

Hoje escolhi ou destino
Ao invés de ir acabei vindo
Cheguei a um lugar muito lindo
Onde te encontrei sorrindo

Hoje fiz diferente
Fui a loja e me comprei um presente
Sim, foi tudo assim bem de repente
Mas não te vi ao meu lado me senti carente

Hoje eu fiz escolhas
Resolvi me dar a chance de mudar
Será que realmente eu mudei
Ou tudo sempre esteve lá?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Da Janela

Estava na janela e dali eu vi muitas coisas e percebi que muito pode ser ilusão, como muito pode ser opção.
O casal que brigava hoje era o mesmo que a meses começava a sua história após uma noite de balada e ele a deixar no portão.
O rapaz que entrou no açougue de mãos vazias saiu com uma sacola farta, dez minutos depois, teremos churrasco nesse domingão.
Olhando mais ao fundo vi a cruz da igreja, que me remeteu a dor e ao que viveu Jesus, e é um bom lugar para abraçar o irmão.
Reparei num campo surrado, rolando o futebol, famoso casado contra solteiros, num belo cruzamento o gol sai e o goleiro fica no chão.
O carro passa, o motoqueiro reclama, ele não deu seta, discutem, todos ficam a olhar, logo chega a turma do deixa disso e acaba a confusão.
O passarinho passou, pegou algum graveto, levou para o ninho, pronto, o pequeno filhote não está mais na solidão.

É nessas horas que percebo que a vida ainda tem graça, que a olhar pela janela pode ser um momento de reflexão.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Escuridão

Você se esconde em um mundo
Mundo que acha ser o seu
Que na verdade de seu não tem nada
Assim como você que nada faz

Você vive na mentira, na solidão
Mais isolado que morcego na escuridão
Querendo viver uma mentira atrás da outra
Sabendo que a mudança pode ser boa

Sim, você tem vários aliados
Pessoas que querem estar ao seu lado
Mas você se fecha, se esconde
E a ninguém responde

Pense em você, na sua rotina, no seu dia a dia
Pense nas mudanças, em fazer alguma melhoria
Ajudar todos podem, todos podem fazer
Faça o que for melhor, o melhor para você.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tempestade de idéias

Mais um dia, como outro qualquer
Eu ali, a te olhar, te ver mulher
Esperando uma ação, uma resposta
Você nem se mexe, parece que não gosta

E não sei o motivo de não gostar
Se procuro sempre lhe ajudar
Ah, se ajuda fosse tão boa
A chuva seria uma simples garoa

Mas não, cai a chuva, vira tempestade
Inunda, destrói, acaba a felicidade
E assim tudo fica ultrapassado
Nem sempre ficando no mesmo estado

A cabeça é assim, cheia de pensamentos
Cheia de coisas, que voam como o vento
Como eu queria estar com a cabeça em paz
Poderia então lhe ser um bom rapaz

Mas chove, faz vento, calor
A única coisa correta é meu amor
Amor que arde, que faz chorar
Acordo então, sem querer acordar.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Viver, Parar e Aprender

Não sou forte como o sol
Não sou forte como a água
Não sou forte como a dor
Mas tento ser forte para viver

Não sei tudo dessa vida
Não sei nem por onde começar
Não sei o que quero dizer
Mas sei que não posso parar

Não tenho certeza dos nomes
Não tenho certeza dos lugares
Não tenho certeza dos sentimentos
Mas sei que posso aprender

Viver não é nada fácil
Parar é algo que considero proibido
Aprender é a necessidade de todos
Viver não é parar e sim aprender.